Transportadores investem no reúso de água com reaproveitamento de água na lavagem de ônibus

 

Investir em reaproveitamento de água na lavagem de ônibus representa uma grande economia para os transportadores e para o meio ambiente. Estudos realizados pela CNT mostram que a tecnologia atual de reúso de água na lavagem de coletivos urbanos e rodoviários permite a reutilização de, aproximadamente, 80% do recurso utilizado. Com isso, a estimativa é que os sistemas de reúso já implantados nas empresas brasileiras conseguem economizar cerca de 32 milhões de litros de água a cada ciclo de lavagem de todos os veículos, o que corresponde a 50,6% do total de 63 milhões de litros gastos. A frota brasileira é composta de mais de 180 mil ônibus. 
 
Simpósio Internacional destaca papel da água de reúso na escassez hídrica

Os números e as análises fazem parte de um conjunto de três trabalhos lançados pela CNT em 2017: a Sondagem CNT de Gestão Hídrica, um manual técnico e um simulador para orientar os transportadores de passageiros por ônibus urbanos e rodoviários a reduzir ainda mais o consumo de água nas garagens.

 
Pelos cálculos da CNT, se todas as empresas de transporte rodoviário de passageiros adotarem o reúso, a economia de água poderá chegar a 51 milhões de litros a cada ciclo de lavagem de toda a frota. Isso corresponde ao volume necessário para abastecer uma cidade como Olinda (PE), por um dia, considerando o consumo médio diário de 154 litros por habitante.
 
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O presidente da Confederação, Clésio Andrade, destaca que os resultados obtidos hoje, com a implementação de sistemas para reaproveitados recursos hídricos, já têm sido muito positivos, e a proposta é estimular ainda mais os transportadores a adotarem medidas sustentáveis.
 
A CNT estima que os 32 milhões de litros por ciclo de lavagem economizados atualmente pelo setor correspondem a 63,3% do total de economia que seria possível (51 milhões de litros). “Neste momento em que a escassez de água é uma preocupação global e quando algumas cidades brasileiras passam por racionamento, os transportadores de passageiros por ônibus mostram significativo comprometimento com o uso racional da água”, afirma Clésio Andrade. Segundo ele, com a divulgação da sondagem, do manual e do simulador, “mais transportadores se qualificarão para reduzir o consumo de água, reforçando suas ações de sustentabilidade”. 
A Sondagem mostrou que, em média, 49% dos transportadores entrevistados possuem tratamento de água e reutilizam o recurso. Entre aquelas que não têm sistemas, a maioria (58%) tem interesse em implementá-los. No levantamento, 80,9% dos entrevistados disseram adotar ações de combate ao desperdício de água.
 
O diretor-executivo da CNT, Bruno Batista, destaca que grande parte dos transportadores entrevistados (43,0%) também possui sistemas de gestão ambiental implementados nas garagens. “Esses sistemas mostram o interesse em práticas sustentáveis. Além do gerenciamento dos recursos hídricos, elas estão desenvolvendo a gestão de combustível, energia, resíduos, entre outras medidas que trazem ganhos socioambientais e econômicos.” Entre os transportadores que não possuem esses sistemas de gestão ambiental, 59,3% afirmaram que pretendem adotá-los.

De acordo com a CNT o tempo de retorno do investimento nesses sistemas é relativamente baixo e, depois de pago, o benefício é permanente.


Manual CNT de Gestão Hídrica

No manual, os transportadores de passageiros que quiserem implementar medidas, como sistemas de reúso ou de reaproveitamento de água da chuva, poderão conhecer o passo a passo necessário. 
 

Simulador de Reúso da Água

No simulador disponibilizado pela CNT, é possível estimar a quantidade de água economizada e a redução da conta mensal da empresa, caso implante sistemas de reúso. 
 
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Repórteres:
Cynthia Castro
Livia Cerezoli
Agência CNT de Notícias

Via: cnt

Simpósio Internacional destaca papel da água de reúso na escassez hídrica

Evento acontece em São Paulo nos dias 12 e 13, com participação de especialistas de países como Israel, México, Espanha e Grã-Bretanha.

O reúso da água como fonte complementar de abastecimento para enfrentar a escassez hídrica será tema de um simpósio internacional que acontece nos dias 12 e 13 de novembro em São Paulo. O evento contará com a participação de especialistas internacionais mostrando de que forma estão sendo buscadas soluções em países como Israel, México, Espanha e Grã-Bretanha.

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“É importante conhecermos o que está sendo feito pelo mundo nessa área, já que é mais uma alternativa de abastecimento – para os chamados usos não nobres – que poderá ter um grande incremento nas próximas décadas”, afirma o secretário de Saneamento e Recursos Hídricos do Estado de São Paulo, Ricardo Borsari.

Na avaliação de Borsari, falando especificamente do caso de São Paulo, houve grandes avanços desde a crise hídrica com aumento da reservação e resiliência dos sistemas de abastecimento, obras de interligações que permitem grande flexibilidade e uma mudança comportamental consistente no que se refere ao uso racional da água.

“Mas um ponto em que ainda precisamos avançar mais é justamente o reúso que, pelas suas restrições de normatização e desconhecimento de grande número de possíveis usuários, ainda cresce num ritmo aquém do que poderia”, aponta o secretário.

A secretaria é uma das entidades apoiadoras do evento que é realizado pela Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental – ABES, contando ainda com o suporte da Sabesp, Sanasa, Agência PCJ, Comitês PCJ, Fabhat, Epusp e Banco Mundial.

O “Simpósio Internacional: Escassez Hídrica e Reuso de Água como parte da Solução” tem participação gratuita e as inscrições podem ser feitas no link https://bit.ly/2CGHGXH. O encontro ocorrerá nos dias 12 e 13/11 no Tivoli Mofarrej São Paulo Hotel, na capital paulista e tem vagas limitadas.

O objetivo do Simpósio é estabelecer um grande marco no intercâmbio de conhecimento e experiências de sucesso entre os especialistas internacionais e brasileiros sobre o setor hídrico e o reuso de água, trazendo o que há de mais moderno e inovador para a discussão.

O público alvo são profissionais de setores como companhias de abastecimento públicas e privadas, comitês de bacias hidrográficas, agências reguladoras municipais, estaduais e federais, companhias de engenharia e de prestação de serviços, fabricantes e distribuidoras de equipamentos, entre outros.

No encontro, será possível ampliar a discussão e promoção de conteúdos técnicos e investimentos para os países envolvidos, reforçar o apoio e o debate nacional e internacional, promover a divulgação das melhores práticas desenvolvidas por profissionais e pelo setor público, propiciar um ambiente ideal para a troca de informações sobre tecnologias, equipamentos e serviços na busca do desenvolvimento sustentável, bem como criar estratégias e tecnologias de capacitação do conhecimento no setor de reuso de água.

O encontro também será um espaço para networking, com presença de gestores públicos e privados junto a potenciais investidores nacionais e internacionais. “O Simpósio tratará de temas que são relevantes em todo o mundo. A ABES, mais uma vez, cumpre seu papel de disseminar conhecimento e promover a troca de experiências entre especialistas brasileiros e internacionais”, destaca o presidente nacional da ABES, Roberval Tavares de Souza.

Aquapolo

No dia 13, terça-feira, das 14h às 17h, será realizada uma vista técnica ao Aquapolo Ambiental, projeto moderno e sustentável, considerado o maior empreendimento para a produção de água de reúso industrial na América do Sul, e quinto maior do planeta.

Resultado de parceria entre a BRK Ambiental e a SABESP, está apto a produzir 1.000 litros/segundo de água de reuso, utilizando os mais avançados e complexos processos tecnológicos existentes. A cada litro de água produzida em suas instalações, outro litro de água potável é economizado. Mais informações: https://escassezhidrica.com.br/site/

 

Via: http://www.saopaulo.sp.gov.br/

Água – O que o Brasil tem a aprender sobre reuso?

A Acquanova e demais especialistas nacionais e internacionais reuniram em São Paulo na semana para o simpósio “Escassez Hídrica e reuso de Água como Parte da Solução”, para apresentar o que há de mais moderno e inovador nessa discussão. Embora dotado de tantos recursos hídricos, o Brasil tem sofrido muito com a seca nos últimos anos.

Economia e Reuso de água – Dicas para consumir sem desperdícios

► Empresas investem em ações sustentáveis para economizar água

Em primeiro lugar, o especialista destaca a necessidade “óbvia” de se reduzir o consumo. Mas, além disso, também é preciso diversificar o uso de fontes:

“Nós temos que pensar que a utilização de água deve ser feita como se fosse um cardápio de opções. Eu não posso mais pensar em pegar diretamente de um rio e só daquele tipo de rio. Eu tenho que pensar: eu posso pegar do rio, posso pegar de água subterrânea, posso pegar do oceano, posso pegar água de reuso”, disse ele em entrevista à Sputnik Brasil.

No seminário que acontece na capital paulista, estão presentes especialistas de diferentes países interessados em compartilhar suas experiências com o Brasil. Os especialistas destacam, entre eles, as autoridades de Israel, país que, apesar das condições climáticas e geográficas adversas, tem tido grande sucesso na gestão da água, e do México, que possui características mais parecidas com as do Brasil. 

“O México tem muitas aplicações de reuso, um reuso muito focado na agricultura. Existe hoje um incentivo em muitas cidades em que as indústrias podem ter acesso a um custo mais barato a uma água de reuso do que a uma água tratada, potável, por exemplo.”

Para os especialistas, se as devidas medidas não forem tomadas no sentido de uma gestão mais inteligente dos recursos, o país pode, perfeitamente, enfrentar novos períodos de escassez de água. 

“Acho que a questão da mudança climática já está acontecendo. A gente já não tem mais a mesma frequência de chuvas como a gente tinha em anos anteriores. Essa dependência, ela já não pode existir mais. Se a gente não tiver um planejamento para saber viver essa nova situação, nós vamos viver escassez hídrica com mais frequência.”

Via: sputniknews

Economia e Reuso de água – Dicas para consumir sem desperdícios

Antes de anotar todas as dicas de economia de água é bom lembrar que a empresa responsável por tratar e levar a água para os moradores da cidade é a Manaus Ambiental. A água desperdiçada não pode ser aproveitada nem por você, nem pelos outros e nem pela Manaus Ambiental. Então quando alguém desperdiça todos perdem, inclusive a natureza!

► Dicas para reaproveitar água em casa

Aqui você pode aprender a fazer a sua parte evitando desperdício e garantindo economia na conta de água!

É importante saber: Nas contas de água todo o volume registrado pelo hidrômetro é considerado consumo e esse aparelho apura estes três fatores:

CONSUMO EFETIVO – O que é percebido como consumo real. Varia de acordo com as necessidades em cada domicílio.

DESPERDÍCIO – Perdas voluntárias durante as atividades domésticas e causadas pelo mau uso da água e por maus hábitos.

VAZAMENTO – Perdas involuntárias, geralmente não aparentes, em torneiras, sanitários, caixas d’agua e outros.

Por isso é tão importante evitar desperdícios de água e reparar os vazamentos para conseguir reduzir os valores das suas contas.

► Sistema de reaproveitamento de água da chuva pode ser obrigatório

Fique de olho nas Dicas de Economia!

  • Cheque vazamentos em canos e não deixe torneiras pingando. Um gotejamento simples, pode gastar cerca de 45 litros de água por dia.
  • Deixe pratos e talheres de molho antes de lavá-los.
  • Aproveite a água da chuva para aguar as plantas e o jardim. As plantas absorvem mais água em horários quentes, então molhe -as de manhã cedo ou no fim do dia.
  • Feche a torneira quando estiver escovando os dentes ou fazendo a barba. Só abra quando for usar. Uma torneira aberta por 5 minutos desperdiça 80 litros de água.
  • Em vez da mangueira, use vassoura e balde para lavar patios e quintais. Uma mangueira aberta por 30 minutos libera cerca de 560 litros de água.
  • Reaproveite a água da sua máquina de lavar para lavar a calçada.
  • Saber ler o hidrômetro é muito simples e pode ajudar a detectar problemas como vazamentos, percebidos pelo 
    consumo fora do normal.
  • Não tome banhos demorados, 5 minutos são suficientes. Uma ducha durante 15 minutos consome 135 litros de água.
  • Antes de lavar pratos e panelas, limpe os restos de comida com uma escova ou esponja e jogue no lixo.

Como descobrir vazamentos…

NA INSTALAÇÃO INTERNA
1) Feche o registro do hidrômetro -> 2) Abra a torneira logo após o hidrômetro
e espere toda a água escorrer -> 3) Coloque um copo cheio de água na boca desta
torneira -> 4) Se a água do copo for sugada é sinal de que há vazamento no ramal
que está ligado diretamente à rede.

DENTRO DE CASA
1) Feche todas as torneiras e não use os sanitários

-> 2) Feche o registro do hidrômetro para interromper o fluxo da água

-> 3) Marque o nível da água na caixa d’agua e depois de 1h confira.

-> 4) Se o nível estiver mais baixo é sinal de que há vazamento nos canos ou nos sanitários da casa.

NA VÁLVULA OU NA CAIXA DE DESCARGA
Essa é bem fácil verificar. Jogue pó de café no vaso sanitário e observe. Se ele derreter ou desaparecer é sinal de que há vazamento na válvula ou caixa de descarga.

ENTRE O HIDRÔMETRO E A CISTERNA/ CAIXA D’AGUA
Impeça a entrada de água da cisterna ou da caixa, levantando a boia. Se o ponteiro do hidrômetro continuar girando é sinal de que existe vazamento.

NA CISTERNA
1) Deixe a boia levantada e não ligue a bomba

-> 2) Depois de algum tempo verifique o nível da água na cisterna

– > 3) Se o nível tiver baixado é sinal de que existe vazamento, possivelmente causado por rachaduras na cisterna.

Agora é hora de colocar em prática as dicas de economia e consertar os vazamentos encontrados. Assim você evita desperdício de água, colabora com a natureza e ainda reduz sua conta de água.

 

Via: manausambiental

Empresas investem em ações sustentáveis para economizar água

Ações de construtoras e incorporadoras buscam a redução do uso de água durante as obras e pós-entrega das unidades residenciais e comerciais.

Leia Também: Dicas para reaproveitar água em casa

A crise hídrica é uma realidade mundial e, em Goiás, o cenário não é diferente. O Rio Meio Ponte, principal fonte de abastecimento da Grande Goiânia, agonizou em 2017 com vazão abaixo do nível crítico, de 1,5 mil l/s. Moradores de mais de 200 bairros da capital e de Aparecida de Goiânia sofreram com a falta de água.  Visando minimizar os impactos no consumo de água, empresas do ramo da construção civil têm investido em ações sustentáveis e socioambientais.

Existem equipamentos e tipos de tubulações utilizados na construção civil que chegam a gerar economia de mais de 60% de água. A EBM Desenvolvimento Imobiliário possui válvulas de duplo acionamento em todos os empreendimentos entregues desde 2010. Essas peças apresentam uma descarga com dois botões: o menor despeja três litros de água, usado para o escoamento dos dejetos líquidos e, o maior é usado para escoar os dejetos sólidos, que despeja seis litros de água por acionamento. Já os equipamentos sem este recurso gastam 12 litros de água por acionamento.

A empresa adota ainda outras estratégias para evitar o desperdício de água nos empreendimentos entregues como torneiras com arejadores de vazão, fechamento automático nos lavatórios dos banheiros da área comum social, irrigação automatizada dos jardins, sistema de reuso de águas pluviais e da água do dreno do ar condicionado.

O novo lançamento da EBM, o 360 Oeste, terá uma Estação de Tratamento de Águas Cinzas, visando o reaproveitamento dessas águas para lavagem das calçadas, uso nas bacias sanitárias, lavagem dos pisos da área comum e irrigação dos jardins. Água cinza é qualquer água residual, ou seja, não-industrial, originada a partir de processos domésticos como lavar louça, roupa e tomar banho.

Ademar Moura destaca que a empresa tem um programa de Gerenciamento do Impacto Ambiental, que inclui a redução e otimização do consumo de materiais, energia e resíduos gerados para preservação do ambiente natural.  Nas obras ocorrem ações sobre educação ambiental. “Ministramos palestras e campanhas visando a conscientização e orientação para o consumo responsável e sustentável”, pontuou o gerente.

Planejamento sustentável 

O planejamento para a implementação de mecanismos que permitem a economia de água é de fundamental importância. Segundo a engenheira Kelly Miranda, da Amplus Construtora, quanto mais cedo o cliente entra em contato em fase de projeto, maior a possibilidade de intervenção no estudo de conservação da água da edificação. “Isso porque todo o sistema hidrossanitário pode ser adaptado para máxima eficiência de conservação. Sempre oferecemos as possíveis soluções ao cliente, cabe a ele definir sua utilização ou não”, comenta. 

Segundo ela, a intervenção pode ocorrer de diversas formas. “É possível fazer tanto na otimização de traçado da tubulação, avaliação dos equipamentos hidráulicos, setorização do consumo, estudo da vazão e pressão apropriada nos diversos pontos de consumo, quanto no estudo de possíveis fontes de abastecimento, como o reaproveitamento de águas pluviais, uso de águas subterrâneas, reúso de água, dentre outros”, explica.

Atualmente, as obras geridas pela Amplus Construtora passam por um sistema de gestão da água com o monitoramento do consumo a partir da instalação de hidrômetros específicos para as áreas de uso doméstico de água, tais como ambientes sanitários, refeitórios e torneiras de limpeza. Com isso, é possível monitorar mensalmente o consumo médio por pessoa e até mesmo identificar possíveis vazamentos na rede.

A rotina da construtora também inclui palestras de conscientização e capacitação dos funcionários para redução do desperdício de água nos usos domésticos e em processos que utilizam água, como a limpeza de ambientes internos e externos. 

Para o diretor da Amplus Construtora, Paulo Henrique Barbosa, o conjunto das medidas adotadas pela empresa fazem uma diferença significativa na economia de água. “Avaliamos a necessidade de cada tipo de edificação e utilização e propomos uma intervenção. Passamos a realizar esse estudo há mais de um ano e meio em razão do aumento da nossa carteira de clientes com edificações comerciais, uma vez que o impacto na redução de consumo é maior que a residencial”, afirma.

 

Via: ohoje

Sistema de reaproveitamento de água da chuva pode ser obrigatório

Aguarda votação na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) o projeto que obriga a instalação de sistemas de coleta, armazenagem e uso de águas pluviais para irrigar áreas verdes e lavar calçadas e pisos em novas edificações em condomínios residenciais e comerciais, hospitais e escolas (PLS 112/2013). O senador Otto Alencar (PSD-BA), reforçou que essa é uma questão planetária. Segundo ele, cerca de 40% da população mundial têm dificuldades de acesso à água. Mais informações com a repórter Larissa Bortoni, da Rádio Senado.

Leia Também: Técnica de reúso de água da zona rural pode ser levada à área urbana

Ouça reportagem na íntegra: 

 

Via: https://www12.senado.leg.br/

Aeroporto Santos Dumont faz reuso de água da chuva em sistema de refrigeração

O aeroporto Santos Dumont é um dos mais movimentados do país, com capacidade para receber 13,1 milhões de passageiros por ano

Aeroporto Santos Dumont faz reuso de água da chuva em sistema de refrigeração e é um dos mais movimentados do país, com capacidade para receber 13,1 milhões de passageiros por ano. Aeroporto Santos Dumont usa água da chuva em sistema de refrigeração.

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► Onde esta a água da Terra? Cuide da sua Água!
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No Rio de Janeiro, sob um sol que, não raramente, impõe temperaturas acima de 30 graus, o aeroporto Santos Dumont gasta 43 milhões de litros d’água por ano para manter o ambiente fresco e fazer funcionar o sistema de refrigeração. E boa parte dessa água utilizada é potável – ou era. 

O aeroporto testa, desde o início do ano, água captada da chuva para abastecer o ar-condicionado e também para resfriar as paredes de vidro. O resultado mostra que soluções sustentáveis podem trazer benefícios ao meio ambiente, mas também ao bolso. 

O projeto já evitou o desperdício de mais de 600 mil litros de água potável por mês e trouxe uma redução de R$ 5,5 mil em gastos diários com climatização. Como ainda está em fase de experimentação, o sistema não é utilizado todos os dias. O aeroporto estima que, quando for possível aplicá-lo diariamente, a economia pode chegar a R$ 1,8 milhão por ano.

Atualmente, sem o reaproveitamento, 50% da água potável do aeroporto é consumida pelo seu sistema de ar-condicionado. Em média, são 120 mil litros gastos todos os dias.

Para reduzir esse consumo, o terminal carioca passou a reutilizar a água nas Torres de Resfriamento da Central de Água Gelada, responsáveis pela refrigeração, o que já resultou numa economia de 4,8 milhões de litros ao ano somente no sistema de ar condicionado.

A partir de coletores instalados no telhado, o Santos Dumont armazena água da chuva em um enorme reservatório e a bombeia para o sistema de ar-condicionado. “As águas captadas são dirigidas para o reservatório da água de reúso e, a partir dele, bombeadas para a área de interesse. Elas recebem um tratamento físico-químico e são lançadas no sistema”, explica Ricardo Braga Vieira, gerente de manutenção do Santos Dumont.

Além disso, desde março, o aeroporto também tem reaproveitado a água que é descartada pelos aparelhos de ar-condicionado das salas de embarque e desembarque. Elas são utilizadas para irrigar os vidros superiores da área de embarque, contribuindo para reduzir a temperatura interna do salão durante o verão.

O reservatório de reúso foi construído em 2007 e tem capacidade para armazenar 1 milhão de litros d’água. Antes do projeto de climatização, essa água era utilizada na lavagem de pátios e nas bacias de sanitários. Hoje, o sistema de climatização consome a maior parte da água do reservatório, obrigando o aeroporto a usá-lo em poucos dias do mês. Desse modo, as atividades de limpeza com a água reutilizada podem ser mantidas.

Divulgação/Infraero

Equipamentos de climatização, que emitem o ar frio originado do aproveitamento da água da chuva

“Em períodos comuns, consegue-se utilizar a água armazenada para climatização até três vezes por mês, em temporadas de chuvas até cinco”, conta Vieira. Para ampliar a utilização da água de reúso para todos os dias do mês, a Infraero planeja construir um reservatório com capacidade de 10 milhões de litros d’água.

Segundo a empresa, o uso diário na climatização resultaria numa economia anual de R$ 1,8 milhão em água potável, o suficiente para abastecer 300 casas com 4 pessoas todos os dias. “A expectativa é que o grande reservatório fique pronto em até dois anos”, afirma o gerente de manutenção do aeroporto.

O aeroporto Santos Dumont tem capacidade para receber mais de 13 milhões de usuários por ano, sendo um dos mais movimentados do país. Só em 2017, ele recebeu 9,24 milhões de pessoas. Segundo a Infraero, a estimativa é que cada passageiro tenha consumido uma média de 7 litros de água no ano anterior.

 

Via: noticias.uol

Técnica de reúso de água da zona rural pode ser levada à área urbana

Parceira da Embrapa Instrumentação, a KLL desenvolveu um projeto-piloto de três tecnologias do tipo, em um sítio localizado em Bauru.

De visão ousada, uma empresa bauruense decidiu levar a técnica de reúso da água da zona rural para a área urbana. Parceira da Embrapa Instrumentação, em São Carlos, a KLL desenvolveu um projeto-piloto de três tecnologias do tipo, em um sítio localizado em Bauru. Engenheiro civil e proprietário da KLL, Luiz Carlos Silva do Prado explica que um dos procedimentos corresponde ao jardim filtrante, uma espécie de saneamento básico rural idealizado pela Embrapa, que recebe os royalties da venda desta técnica.

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“A pesquisa foi feita há aproximadamente dez anos, mas o jardim filtrante instalado na minha propriedade, situada nas proximidades da Lagoa de Captação do Rio Batalha, em Bauru, existe há 12 meses”, acrescenta. O jardim filtrante, de dois por cinco metros, atende uma família de até cinco pessoas. “Toda água cinza da casa – derivada do chuveiro, pia, máquina de lavar roupa etc – é destinada ao jardim filtrante, que conta com uma caixa de decantação e outra de gordura”, adianta.

Em seguida, a água chega a uma camada de pedra britada, que possui outra de areia, aonde são inseridas as plantas aquáticas. “Conforme a água passa, a raiz desta vegetação absorve as toxinas. Por evapotranspiração, as plantas purificam o líquido”, explica. Ainda de acordo com Prado, o resultado deste processo é uma água com qualidade satisfatória, pequena turbidez e pouco odor. Mesmo assim, o líquido só é indicado para o reúso, ou seja, lavar calçadas e roupas, além de irrigar jardins.

Pesquisador da Embrapa Instrumentação, em São Carlos, Wilson Tadeu Lopes da Silva esclarece que o jardim filtrante é uma adaptação das áreas alagadas construídas. A técnica foi redimensionada para a área rural. Segundo o engenheiro civil, uma família de cinco pessoas consome, na parte interna da casa, em torno de 1 mil litros d’água.

Deste total, 800 litros resultam em água cinza e o restante, em água negra – proveniente do vaso sanitário. “Quando estes 800 litros passam pelo jardim filtrante, uma parte evapora. Portanto, cerca de 600 litros d’água retornam para a tubulação”, frisa.

Embora esta tecnologia seja voltada para o saneamento rural, o empresário pretende adaptá-la para o urbano. “Ao todo, o jardim filtrante e a fossa biodigestora ocupam um espaço de 11 metros e é possível reduzi-lo ainda mais, afinal, esta é a largura mínima de um terreno da cidade”.

ADUBO E ÁGUA

Outro procedimento desenvolvido pela Embrapa e comercializado pela KLL é a fossa biodigestora, que transforma toda a água negra em adubo orgânico. O processo é simples, afinal, são inseridas bactérias em três ou quatro caixas de 1 mil litros cada. A última delas é responsável pela produção do chorume, considerado um adubo rico, que só não pode ser usado para a irrigação de verduras, mas é possível beneficiar pomares, bananeiras e gramados. “Normalmente, na zona rural, utiliza-se a fossa negra, que despeja toda a água cinza e negra, diretamente, no lençol freático”, observa.

Há, ainda, outro sistema de tratamento desenvolvido pela Embrapa, além do jardim filtrante e da fossa biodigestora, que é o dosador de cloro. De acordo com o engenheiro, tal tecnologia serve para deixar a água do poço potável. O líquido é destinado à caixa d’água das propriedades rurais, que não têm qualquer saneamento neste sentido.

Segundo o pesquisador da Embrapa, a fossa biodigestora e o clorador foram desenvolvidos pela própria instituição. “Quando a gente fala em saneamento rural, a gente fala em qualidade de vida e saúde, porque o esgoto é uma grande fonte de doenças”, defende. Wilson Tadeu Lopes da Silva revela, também, que as três técnicas permitem o tratamento da água com qualidade, simplicidade e custo, relativamente, baixo. Para se ter uma ideia, a implantação dos três procedimentos, em qualquer propriedade, gira em torno de R$ 6,2 mil.

Via: jcnet

Poluição da Água, não seja parte do problema!

Vista do espaço, a Terra parece o Planeta Água, pois esta cobre 75% da superfície terrestre, formando os oceanos, rios, lagos etc. No entanto, somente uma pequenina parte dessa água – da ordem de 113 trilhões de m3 – está à disposição da vida na Terra. Apesar de parecer um número muito grande, a Terra corre o risco de não mais dispor de água limpa, o que em última análise significa que a grande máquina viva pode parar. A água nunca é pura na Natureza, pois nela estão dissolvidos gases, sais sólidos e íons. Dentro dessa complexa mistura, há uma coleção variada de vida vegetal e animal. Dentro dessas variadas formas de vida, há organismos que dependem dela inclusive para completar seu ciclo de vida (como ocorre com os insetos). A sua poluição impede a sobrevivência daqueles seres, causando também graves conseqüências aos seres humanos.

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A poluição da água indica que um ou mais de seus usos foram prejudicados, podendo atingir o homem de forma direta. Os resíduos gerados pelas cidades, como lixo, entulhos e produtos tóxicos são carregados para os rios com a ajuda das chuvas. Os resíduos líquidos carregam poluentes orgânicos (que são mais fáceis de ser controlados do que os inorgânicos, quando em pequena quantidade). As indústrias produzem grande quantidade de resíduos em seus processos, sendo uma parte retida pelas instalações de tratamento de água da própria indústria, que retêm tanto resíduos sólidos quanto líquidos, e a outra parte despejada no ambiente.A poluição de águas nos países ricos é resultado da maneira como a sociedade consumista está organizada para produzir e desfrutar de sua riqueza, progresso material e bem-estar. Já nos países pobres, a poluição é resultado da pobreza e da ausência de educação de seus habitantes, que, assim, não têm base para exigir os seus direitos de cidadãos, o que só tende a prejudicá-los. A Educação Ambiental vem justamente resgatar a cidadania para que o povo tome consciência da necessidade da preservação do meio ambiente, que influi diretamente na manutenção da sua qualidade de vida. O Brasil dispõe de 15% de toda a água doce existente no mundo. No processo de reciclagem, quase a totalidade dessa água é recolhida pelas 9 grandes Bacias Hidrográficas aqui existentes. Como a água é necessária para dar continuidade ao crescimento econômico, as Bacias Hidrográficas passam a ser áreas geográficas de preocupação de todos os agentes e interesses públicos e privados, pois elas passam por várias cidades, propriedades agrícolas e indústrias. No entanto, a presença de alguns produtos químicos industriais e agrícolas (agrotóxicos) podem impedir a purificação natural da água (reciclagem) e, nesse caso, só a construção de sofisticados sistemas de tratamento permitiriam a retenção de compostos químicos nocivos à saúde humana, aos peixes e à vegetação. Quanto melhor é a água de um rio, ou seja, quanto mais esforços forem feitos no sentido de que ela seja preservada (tendo como instrumento principal de conscientização da população a Educação Ambiental), melhor e mais barato será o tratamento desta e, com isso, a população só terá a ganhar. Portanto, a meta imediata é preservar os poucos mananciais intactos que ainda restam para que o homem possa dispor de um reservatório de água potável para que possa sobreviver nos próximos milênios.

 

 

Baixe também o arquivo em PDF: Poluição da Água, não seja parte do problema!

Transposição do rio São Francisco

O projeto do Governo Lula de integração da bacia do rio São Francisco com as bacias hidrográficas do Nordeste tem custo estimado em 4,5 bilhões de reais. O governo deseja iniciar as obras em 2005, entretanto, encontra forte oposição de organizações da sociedade civil, parlamentares, Ministério Público estadual, governos estaduais e municipais. A recém formada Frente Nacional em Defesa do Rio São Francisco e contra a Transposição do São Francisco aglutina organizações atuantes nas bacias da região.

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Segundo informações do Ministério da Integração Nacional, “o objetivo da integração de bacias é captar 26 m³/s das águas do Velho Chico, ou 1% do que despeja no mar, para abastecer as bacias dos rios Jaguaribe (CE), Apodi (RN), Piranhas-Açu (PB e RN), Paraíba (PB), Moxotó (PE) e Brígida (PE). Essas águas serão usadas para o abastecimento humano e dessedentação animal e, somente nos anos hidrologicamente favoráveis, para o desenvolvimento de atividades econômicas. Para isso, o empreendimento prevê a construção de dois canais – o Leste levará água para Pernambuco e Paraíba, e o Norte, atenderá aos estados do Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte. As captações serão feitas em dois pontos: em Cabrobó e no lago da barragem de Itaparica, ambos abaixo da barragem de Sobradinho.”

Segundo declarações de especialistas, a transposição é uma alternativa cara, desnecessária e não será capaz de resolver o problema da seca. A maior parte da água a ser transposta não será destinada à população impactada pela seca, mas sim, para a irrigação e abastecimento de cidades que já contam com suprimento.
A alternativa à transposição que se apresenta mais econômica e eficaz se baseia na revitalização do rio, no uso de cisternas e micro barragens, alem do uso racional da água.
“Ademais, é impossível se discutir a transposição sem pensar em maneiras viáveis e sustentáveis para o semi-árido brasileiro. É isto o que está em jogo quando se pensa a justificativa de tal projeto: matar a sede da população sertaneja. Entretanto, não vem sendo discutido pelo governo as diversas formas de convivência com o semi-árido que vêm sendo desenvolvidas pela própria população sertaneja e por organizações da sociedade (incluindo associações, ONG´s, Igrejas e Sindicatos de Trabalhadores Rurais). Estas iniciativas vêm mostrando de maneira crescente que é possível se conviver com o semi-árido com sustentabilidade ambiental, justiça social e responsabilidade técnica, envolvendo democraticamente a sociedade, as organizações e o poder público, tanto em suas instâncias deliberativas quanto executivas. Uma prova disto é o Programa Um Milhão de Cisternas, hoje consolidado mundialmente e que vem sendo assumido pelo governo federal brasileiro como uma forma eficaz de conviver com o fenômeno natural que é a seca.

 

 

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